Sobre o que eu quero falar?

Quero falar da consciencia geometrica
E do amor e seus afins


Nao mais crer no significado das palavras
e suas brincadeiras
E registrar o voo da poeira
e toda a sua sociedade
Aleatoria porem repetitiva

Quero achar ganchos
tao fixos que me poe ao longo caminho
por muito tempo
Ate o resto da vida
lapidando tijolinhos

como oncas que me mordem
e nao me deixam fugir
argolas talvez de cobre
nao quero achar a saida
dessa prisao que arfa e respira
Que me respira
E me repete
bracos grandes chicletes que se esticam. alcancam sonho. e mais do que desejo. maos nao mais obedecem linguas.
somos exatamente os papeis amassados do nosso diario
o corte brusco do enquadramento da fotografia me revelou uma coisa...
preciso de uma aduaneira
seu dia esta chegando
eu pacientemente espero
o carma eh complicado
disse o monge mais severo
E assim caminha as minhas bolas
imitando os meus pés
Hoje acordei cansado. E pensei, ufa a casa não está mais em obras. Ledo engano. Pois ela ela está. E ela sempre estará. Poeira. Fios expostos. Tinta. Tijolos. Eu sou a casa... Onde vou me fazendo dia após dia. Dentro de mim. Pelo resto dos meus dias. Esse é o meu legado. Chamo ele de destino. De amor. E nele posso viver. Confortável nessa casa que sou.
escuto
bem aqui
dentro do alto controle
dos meus botoes
vozes vorazes
e lá, bem lá
no latifundio do meu corpo
apontam meus dedos
e balança a minha mao
faz tempo que nao escrevo
doutras coisas agora tenho me interessado
pintura, ovo frito, cortina
abrindo sempre outro espaco
nesse ato
hiato
literarua
O vazio não preenche só o meu corpo
Preenche toda a minha vida
Mas afinal, que vazio é esse que preenche?


Tento me segurar nas pessoas
Mas elas se mexem tanto
É como nadar num mar de tranças que se desfazem


Todo sonho é inútil
Quando não sabemos o que somos
E assim nós corremos sem parar