quinta-feira, 27 de agosto de 2015

pegue um pote de geleia
e me amasse dentro shake
ate eu virar creme de mim
ate meus ossos se misturarem com meu sangue
ate o que sinto entrar pelos meus olhos
ate explodir um old eu
languida pasta bote a tampa
lacre
preco
R$14,00
use o dinheiro pra comer carne
novas carnes do novo mercado
e chega de geleia
entre na sua gaveta
oca
dance
e sinta-se feliz
com seu amplo mundo
oriundo de novidades
enquanto eu geleia pastosa
atravesso oceanos de ruas
dentro de uma sacola desconhecida
beijando plastico
talvez eu seja mais feliz assim
choro da felicidade 
prestes a ser engolido 
estampido de dentes
sua vida é perfeita
mas a minha viagem é a parada

terça-feira, 7 de julho de 2015

1
virei uma coisa só

unido pelas minhas pelancas

cheio de veias

e 4 corações

um pro serviço biológico

outro pro passado

outro pro presente

outro pro futuro

eu sei de tudo

quando sinto

sentimento


sinto tudo ao mesmo tempo

segunda-feira, 6 de julho de 2015

esse corpo velho aqui
fez da vida uma andança
corpo velho que nunca cansa
corpo velho
cabeca de crianca

esse corpo
ja esta torto
velho corpo morto
mas que ainda anda

e muda de lugar
corpo que decide onde parar
corpo corpo
cabeca cabeca
cada passo morre uma lembrança

ando ao contrario
de costas
como se voltasse
mas sigo adiante
1
o aperto vem
mão negra me esmaga contra o chão
a gravidade age
o aperto só aperta por que precisa de espaço
o aperto late
bocarra aberta no peito

2
o aperto cede
dou risadas, noite fria
mal sabe ela
que é a semente da alegria
e não cabe em caixa
e não se enterra em aterro
a semente nasce para germinar

bebo um drink estranho
puxo pelo canudo das minhas veias
guardo o bom momento na memória
pra usá-lo em outra hora

3
os pássaros flutuam
hoje eu vi uma andorinha
rabiscando desenhos
neste céu bonito e feio

com um céu deste tamanho
não há aperto
por perto

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

bracos grandes chicletes que se esticam. alcancam sonho. e mais do que desejo. maos nao mais obedecem linguas.

domingo, 22 de setembro de 2013

domingo, 1 de setembro de 2013

Hoje acordei cansado. E pensei, ufa a casa não está mais em obras. Ledo engano. Pois ela ela está. E ela sempre estará. Poeira. Fios expostos. Tinta. Tijolos. Eu sou a casa... Onde vou me fazendo dia após dia. Dentro de mim. Pelo resto dos meus dias. Esse é o meu legado. Chamo ele de destino. De amor. E nele posso viver. Confortável nessa casa que sou.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

escuto
bem aqui
dentro do alto controle
dos meus botoes
vozes vorazes
e lá, bem lá
no latifundio do meu corpo
apontam meus dedos
e balança a minha mao

quarta-feira, 3 de abril de 2013

faz tempo que nao escrevo
doutras coisas agora tenho me interessado
pintura, ovo frito, cortina
abrindo sempre outro espaco
nesse ato
hiato
literarua

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

O vazio não preenche só o meu corpo
Preenche toda a minha vida
Mas afinal, que vazio é esse que preenche?


Tento me segurar nas pessoas
Mas elas se mexem tanto
É como nadar num mar de tranças que se desfazem


Todo sonho é inútil
Quando não sabemos o que somos
E assim nós corremos sem parar